Aniversário

Hoje completo mais um ano de vida. São 22 anos sendo essa metamorfose que não gosta de definições nem de limitações. 22 anos sem saber o que esta acontecendo ou como organizar todos os meus sentimentos. 22 anos de luta, determinação e teimosia! Parabéns para mim, que esse vazio existencial diminua com o passar do dia!

Anúncios

Você

Você se foi

Não olhou para trás

Não se importou com minha dor

Me descartou como fez com os jogos antigos

Sofri, chorei e superei

Hoje sou muito mais sem você

Aprendi que o amor vem de dentro

Que só devo criar expectativas comigo mesma

E que se não for pra somar não precisa nem estacionar…

Agosto

Era agosto de 2018 e estava a caminho de mais uma das várias viagens de estudos marcadas para o segundo semestre do ano. Nada além de frio e ansiosidade em apresentar um trabalho para vários mestres e doutores, o que me deixava além de ansiosa, nervosa e afobada. O ônibus não estava cheio, mas contava com vários colegas do mestrado da turma de 2017 e um pessoal da graduação. Dormi na maior parte da viagem, conversei com os professores, com os colegas, nada muito animador. O evento foi tranquilo, minha apresentação foi melhor do que eu esperava, mas não é por isso que escrevo, mas sim pelo moço dos olhos castanhos e olhar intenso e da barba bem cuidada. Colega de estudos, de ônibus e das várias peripécias durante a viagem. Não conseguia desgrudar os olhos dele, só queria um momento a sós. Eu o queria e ele me queria também! Depois de um dia bem cheio e agitado fomos todos para um barzinho perto do hotel, onde bebemos, cantamos e esquecemos da canseira do dia. Sentei mais perto do moço do olhar misterioso, até que nossas mãos se encostaram e desde então nunca mais soltaram e espero que jamais soltem!

Meu bem

Confesso que no início não acreditava que isso fosse dar certo e que fossemos se quer chegar a construir um relacionamento, mas cá estamos nós! Temos uma relação que está apenas no início, mas que é saudável de ambos os lados, nada de prisão, de pressão, nada de arrogância, só amor e bem querer! Você foi chegando devagar e aos poucos foi construindo um sentimento que só aumenta a cada dia e a única coisa que eu quero é te fazer bem porque você me faz bem. Teu sorriso contagia e  você faz dar certo! Te quero sempre perto, pra cuidar e principalmente cultivar essa nossa liberdade que criamos juntos!

Sem título

Vários professores e colegas me apontam que o título é a última coisa que colocamos em um texto, artigo, tcc, dissertação e tese, porém, só consigo escrever se eu começar pelo título, é um ritual, com começo, meio e fim e se eu não respeitar, nada flui. Como ainda não sei exatamente o que escrever intitulei o presente texto de “sem título”. Provavelmente vai ser um texto bem longo e emaranhado de várias emoções que estão sendo digestas nesse exato momento. Meus dias estão sendo mais longos do que eu gostaria, e as semanas vão se arrastando nessa monotonia e ansiedades sem sentido. Estou as vésperas de completar 22 anos e não me sinto a vontade com tal fato. São tantas coisas que não vi e não vivi esse ano que ao chegar de mais um aniversário tenho mais pressa de conquistar tudo o que anotei na primeira página da minha agenda de 2018. Consegui completar várias das minhas metas e outras deixarei para o próximo ano.

Tanta coisa mudou nesse ano de 2018, e me sinto grata por cada pequeno acontecimento que auxiliaram para o desencadeamento do agora…

Felicidade

Por diversas vezes me pergunto se estou feliz, ou se já fui realmente feliz em algum momento da minha vida, e por mais que eu me questione, não tenho uma resposta satisfatória. Consegui tudo o que almejava nesse ano de 2018. Mestrado, viagens, bolsa de estudos, e alguém pra se ter perto, alguém que soma, mas tenho o sentimento de que ainda falta algo e não me sinto feliz! Meus dias são fingir sorrisos e risos, fingir interesses em quaisquer bobagens que alguns colegas dizem. Minha vida é uma superficialidade sem limites! Por mais que eu tente, e corra em alguma direção parece que nada é o suficiente. Quando fico sozinha minha cabeça mergulha em um vazio existencial. As vezes acho que tudo isso é por estar longe da família, mas sei que se estivesse perto os sentimentos seriam os mesmos. Não quero mais ter que tomar remédios, não quero mais os olhares julgando minha sanidade, só queria ser feliz com tudo o que tenho!

Dia dos Finados

Hoje é um dos feriados que eu menos anseio durante o ano. Há cinco anos era o meu favorito, pois significada viajar com meu pai, minha mãe e meu irmão mais novo, era um dos únicos momentos que via meus pais juntos e me sentia parte da algo. Viajávamos para Santo Antônio do Sudoeste e Pranchita. Visitávamos  o tumulo dos meus avós paternos e maternos, me sentia parte deles, mesmo que já não existissem fisicamente. Sempre me fascinei com as histórias que me contavam sobre eles, talvez essa tenha sido uma das razões por ter escolhido cursar história. Acendíamos velas, e eu sentava no tumulo, tentando sentir alguma conexão com o lugar, com os restos mortais que estavam ali depositados. Não convivi com nenhum dos meus avós, nem paternos e nem maternos. Sempre gostei de cemitérios, fato que assustava minha mãe e ainda assusta meu pai. Mas lá é onde há mais história. Por trás de cada lápide há várias memórias, que possivelmente estão enterradas juntamente com os corpos. Quando uma pessoa morre, morrem com elas todos os sonhos, todas as conversas, as memórias afetivas, coisas relevantes para a compreensão da nossa história. Esse mês vai fazer quatro anos que perdi minha mãe. Enquanto escrevo isso meus olhos estão marejados e me controlo para não chorar. Ainda gosto de cemitérios, mas hoje olho com outros olhos, um olhar ainda mais terno do que quando tinha 16 anos. Depositei minha mãe nessa terra quando eu tinha quase 18 anos e ela no auge dos seus 56. Esse ano, no dia 15 de outubro, dia da profissão que escolhi ela completaria 60 anos! Feliz dia dos finados pra quem preserva as memórias e valoriza os vivos!